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segunda-feira, 13 de março de 2023

Prêmio Mulheres Rurais - Espanha Reconhece

Prêmio Mulheres Rurais - Espanha Reconhece está com inscrições abertas até 31 de maio

A iniciativa tem o apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e busca reconhecer experiências de mulheres rurais como transformadoras dos sistemas agroalimentares, da ação climática e proteção do meio ambiente, de suas comunidades, de organizações e instituições e de outras mulheres

A 2ª edição do Prêmio Mulheres Rurais – Espanha Reconhece está com inscrições abertas. Organizações ou coletivos de mulheres interessadas em participar têm até 31 de maio para preencher formulário on-line. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional é um dos órgãos do Governo Federal que apoiam a iniciativa. Clique aqui para se inscrever.

São realizadores da premiação a Embaixada da Espanha no Brasil, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e a ONU Mulheres. O objetivo é reconhecer experiências de mulheres rurais como transformadoras dos sistemas agroalimentares, da ação climática e proteção do meio ambiente, de suas comunidades, de organizações e instituições e de outras mulheres.

Segundo o edital, as propostas apresentadas deverão ser de experiências ou serviços desenvolvidos no Brasil e pertencer a um coletivo de mulheres rurais. Não serão aceitas inscrições individuais ou de organizações e coletivos mistos (compostos por homens e mulheres).

O primeiro lugar será premiado com R$ 25 mil; o segundo, com R$ 15 mil e o terceiro, com R$ 10 mil. As três experiências mais bem pontuadas receberão ainda um notebook, acompanhamento e assistência técnica durante seis meses e uso gratuito, também por seis meses, da Plataforma Rural Commerce, com serviços de diagnóstico empresarial, modelo de negócio sustentável, plano de desenvolvimento e digitalização da gestão empresarial do negócio.

Saiba mais sobre o prêmio. 

quarta-feira, 8 de março de 2023

Qual o papel das mulheres no meio rural

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, uma reflexão ganha espaço. Qual o papel das mulheres no meio rural, enquanto empreendedoras e responsáveis pelas unidades produtivas.

Tomaz Silva / Agência Brasil
Para a engenheira agrônoma e extensionista rural da Emater-RN, Grasiela Barbosa, as mulheres têm uma função fundamental na agroecologia, que por natureza estimula a participação familiar e, por isso, trazer visibilidade ao trabalho feminino.

Um exemplo é o Projeto Algodão Agroecológico Potiguar, que passou a aumentar essa participação feminina desde o ano passado, quando foi iniciado no Rio Grande do Norte. “Para um empreendimento rural ser sustentável, ele precisa ser socialmente justo, economicamente viável e ecologicamente correto”, ressalta a extensionista rural, que atua na Emater no município de Baraúnas.

Segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE, de 2017, no Rio Grande do Norte, entre 15 e 20% dos estabelecimentos são mantidos por mulheres. No Brasil, o universo da agricultura familiar ainda é, em sua maioria, masculino, com 18,7% mulheres. Cerca de 20% dos empreendimentos rurais são dirigidos por casais. 

Quando observado o tamanho dessas unidades produtivas, as mulheres são responsáveis por empreendimentos menores. Propriedades rurais a partir de 1 hectare estão, em sua maioria, sob responsabilidade dos homens. 

Emater BaraúnaPara Grasiela Barbosa, a agricultura familiar passa por um momento de “transição de pensamentos e relações internas”, já que a própria agroecologia traz um novo paradigma, que desafia os meios convencionais de produção. “A inclusão de mulheres neste processo enriquece, aprimora e expande as organizações. Valorizar o trabalho e inclusão das mulheres, partilhando responsabilidades e o lucro obtido nas atividades, agrega valor ao trabalho rural e ganha força competitiva, capaz de conduzir ao sucesso e sobrevivência com qualidade de vida o empreendimento rural”, colocou a extensionista da Emater-RN.

MAIS AUTONOMIA - Para a agricultura Elisângela Abreu, do município de Baraúna, recorda que alguns anos atrás, era o marido quem estava à frente de todas as decisões relacionadas à unidade produtiva da família e que sequer opinava sobre as atividades realizadas. 

Mas esse cenário mudou após ela ser inserida em alguns programas executados pela Emater-RN, entre eles o Projeto Algodão Agroecológico Potiguar e nos mercados institucionais, como o Programa Alimenta Brasil (PAB) – Compra Direta e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

“O que ele vendia, tratava diretamente com os atravessadores. Eu nem via o dinheiro entrar e não sabia o que se produzia. Agora, eu tenho tido a oportunidade de participar. Vou para as reuniões, anoto as entregas feitas e recebo na minha conta corrente os pagamentos dos programas. Trabalhar junto é muito melhor. Agora que já entendo como funciona tudo, penso que podemos organizar melhor a produção”.

Emater Baraúna
A agricultora Antônia Dorotéia, também de Baraúna, ressalta o trabalho de inserção das mulheres realizado pela Emater, através da própria história de vida. Antes acostumada a debulhar o feijão verde à mão, plantado em uma unidade familiar compartilhado com o marido, onde também mantém o plantio de macaxeira, Antônia comemora o fato de ter adquirido meios para comprar uma máquina quem auxiliasse no serviço. Hoje, ela comemora o aumento de renda e da sua autonomia enquanto cidadã.

“Quando a Emater nos cadastrou no Programa Compra Direta e no Pnae começamos a fazer as entregas semanalmente e, ao final de cada mês, recebíamos o dinheiro acumulado. Dessa forma, pudemos juntar e fazer a aquisição de uma máquina debulhadora de feijão verde. A partir disso, aprendi também a usar o aplicativo do banco, fazer transferências e a usar o cartão de crédito”, finaliza. 


segunda-feira, 6 de março de 2023

Embrapa lança curso na Internet sobre cafeicultura no Cerrado

Embrapa lança, no dia 07 de março, em sua plataforma do e-Campo, na internet, o curso Cafeicultura no Cerrado. A capacitação com carga horária de 16 horas apresenta o panorama da cafeicultura no bioma Cerrado, com o objetivo de instruir os participantes nas melhores práticas para implantação e manejo do cafeeiro e na escolha das melhores cultivares disponíveis, de acordo com as microrregiões e as necessidades de produção.

O curso é oferecido na modalidade Ensino a Distância (EAD), assíncrono, com aulas ministradas por pesquisadores da Embrapa, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e da Fronterra. Para o chefe da Embrapa Café, Antonio Fernando Guerra, esta é uma oportunidade para quem quer produzir café no Cerrado ou para produtores da região que queiram obter novos conhecimentos e renovar a lavoura. “Também vão aproveitar bastante os técnicos agrícolas e da extensão rural, além de estudantes das áreas afetas à produção agrícola. Os conteudistas são altamente qualificados, trazendo informações de ponta, e o melhor, sem nenhum custo para o interessado. ”

A Capacitação é dividida em quatro módulos, com vasto material em vídeo. No primeiro módulo o pesquisador da Epamig Gladyston Carvalho explica o panorama atual da Cafeicultura no Cerrado. No módulo II, o pesquisador Vinícius Andrade, da mesma instituição, apresenta as cultivares recomendadas para esse bioma e seus principais atributos. O pesquisador da Embrapa Café, André Dominghetti, fala de forma bastante didática no módulo III como deve ser feita a implantação e o manejo inicial da lavoura cafeeira. E o último módulo capacita o inscrito em relação às novas tecnologias disponíveis para cafeicultura no Cerrado. As novidades são apresentadas pelo pesquisador Adriano Delly Veiga da Embrapa Cerrados e conta com a participação especial do pesquisador Giovani Voltolini da Fronterra.

O Café no Cerrado - O Bioma Cerrado é responsável por produzir cerca de 18% do café brasileiro, com uma área total de 341.256 ha, de acordo com o 1º levantamento realizado pela Conab para a safra 2023. A região  do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais é a mais representativa para a produção do Cerrado, com uma área total de 243.640 ha dedicados à cultura e com uma produção estimada em 6,2 milhões de sacas de 60 kg beneficiadas.


Serviço:

Curso Cafeicultura no Cerrado

Inscrições abertas e contínuas

Clique aqui para se inscrever ou acesse o Ambiente virtual 





sexta-feira, 3 de março de 2023

Dia de Campo sobre ILPF em Ipameri (GO)

No dia 23 de março será realizada mais uma edição do tradicional Dia de Campo sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) na Fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO).  A Fazenda Santa Brígida é propriedade modelo em Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e unidade de referência da Embrapa há 16 anos.

A expectativa dos organizadores é receber mais de mil pessoas, entre produtores rurais, estudantes, técnicos, consultores e representantes de empresas do setor agrícola. O evento é promovido pela Associação Rede ILPF, parceria público-privada formada pela Embrapa, cooperativa Cocamar e as empresas John Deere, Syngenta, Bradesco, Soesp (Sementes Oeste Paulista) e Suzano. O Dia de Campo conta com o apoio da Universidade Estadual de Goiás e da prefeitura de Ipameri.

23 de março (quinta-feira)

Local: Fazenda Santa Brígida - Ipameri (GO) - acesso pela rodovia GO-330, km 110, sentido Goiânia, a 5 km de Ipameri.